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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Um presente chamado PRESENTE

Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00.

Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte. Todas as noites ele é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.

Nós somos clientes deste banco e ele se chama TEMPO. Todos os dias são creditados para cada um 86.400 segundos. Às noites o saldo é debitado, como perda. Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.

Nas manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.

Invista, então, no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso! O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-dia.

Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte a um estudante que o repetiu. Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuro. Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um editor de um jornal semanal. Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.

Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu um trem. Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente. Para você perceber o valor de UM MILISEGUNDO, pergunte a alguém que venceu a medalha de prata em uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial, especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se o tempo não espera por ninguém ...

Ontem é história. O amanhã é um mistério. O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE!

Viva-o. Intensamente.


Texto de Nelson Freitas.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Uma viagem diferente: Túnel do Tempo!

Durante uma das reuniões de família que acontecem no fim de ano, fui até a casa da minha sogra e me sentei ao lado da avó do meu marido.

Ela é uma senhora humilde, mas muito sábia. Costuma falar frases de efeito de autoria própria e conta coisas do passado como se tivessem acontecido ontem.

Entre um assunto e outro, ela começou a falar como a cidade de Piracicaba mudou ao longo dos anos.

Hoje vemos prédios grandes, avenidas enormes, carros para todos os lados.

Dona Teresinha ia trabalhar na fábrica de seda de bondinho, morava em uma casa de 4 cômodos com o marido, dois filhos, além da sogra, do sogro e de dois cunhados solteiros.

Quando moça, ela ia à missa no centro da cidade e depois caminhava com as amigas até o baile do outro lado de Piracicaba. ``Tudo era mais perto. A gente queria dançar, então andávamos muito até chegar ao baile. Chegávamos lá, dançávamos muito e depois retornávamos a pé novamente. Chegava em casa de madrugada e no dia seguinte acordava às 5h da manhã para ir trabalhar``, conta Dona Teresinha.

É difícil imaginar Piracicaba como ela nos conta.

Atualmente a cidade está em sétimo lugar em vendas exteriores no Estado de São Paulo e em 33° lugar, no Brasil, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Vale lembrar que o Estado conta com 645 municípios e o País, com mais de 5,5 mil cidades.

Mas na época de Dona Teresinha, as pessoas trabalhavam na empresa Dedini ou no engenho Central.

A Dedini ainda existe, mas é um entre tantas empresas que compõe os diversos centros industriais de Piracicaba.

Já o Engenho Central, hoje serve como um centro cultural, onde acontecem feiras e eventos da cidade. O atual projeto para o Engenho é um teatro sofisticado com restaurante e área verde preservada e protegida!

``Naquela época ninguém pensava em segurança. Ela existia e pronto! A gente era tudo pobre... todo mundo! Então, ninguém queria roubar ninguém. Era seguro andar em qualquer lugar em Piracicaba. A gente era pobre e sofria o que o diabo não quis, mas era muito feliz!``, termina Dona Teresinha, se levanta, vai embora e me deixa com meus pensamentos.